Histologia do Sistema Cardiovascular

O que é o sistema cardiovascular?

O sistema cardiovascular é um monte de tubos endoteliais contínuos. Nos seres humanos, que é o que interessa para a medicina, esse sistema é fechado, isto é, em nenhum momento do circuito o sangue será despejado em uma cavidade, já que ele percorre todo o trajeto dentro desses tubos endoteliais contínuos. Esse sistema é o responsável pela distribuição de nutrientes e oxigênio por todo o corpo, e pela coleta das excretas e do gás carbônico. O sangue consegue percorrer por esses vasos, porque ele é ejetado com uma pressão hidrostática feita pelo bombeamento sanguíneo do coração.

Os tubos que compõem o sistema são as artérias, veias e capilares. Cada um deles tem um formato diferente, pois a pressão com que recebem o sangue é diferente de um pra outro, e a forma com que esse sangue é distribuído por cada um também é diferente! As artérias têm que transportar o sangue em uma pressão muito alta, então suas paredes musculares são espessas. Já as veias devem transportar o sangue de volta ao coração, então a pressão do sangue dentro delas é menor, por isso as suas paredes são mais finas.

A circulação dentro do organismo pode ser dividida em duas: circulação sistêmica ou periférica (grande circulação) e circulação pulmonar (pequena circulação). A pressão exercida pelo bombeamento do coração faz com que em cada parte do sistema cardiovascular haja uma pressão distinta. Por exemplo, a pressão na aorta é muito alta, pois ela recebe o sangue diretamente do coração. Daí, conforme o sangue vai circulando, essa pressão vai diminuindo e chega a ser 0 mmHg quando ele retorna ao coração pela veia cava inferior.

Não podemos esquecer que o sistema cardiovascular não é composto só pelas veias, artérias, coração, sangue e capilares. Há também o sistema linfático, que possui características próprias, mas assemelha – se ao sanguíneo, na medida que também é composto por tubos. Ele será melhor explicado depois.

Vamos falar de cada componente do Sistema Cardiovascular (SCv)

Coração

Pra começar, o coração NÃO é assim:

Coração Fingindo Ser Um Coração

Coração Fingindo Ser Um Coração

Vamos manter o foco:

Como já foi dito, o sistema cardiovascular é composto por TUBOS. O coração não seria diferente! Ele é um tubo endotelial dobrado!

  • Esse órgão é quem bombeia o sangue para o resto do corpo. Por causa disso, a parede muscular desse órgão é muito espessa. Ela é dividida em:

Endocárdio e Miocárdio. Também é possível observar a camada de tecido conjuntivo subendocárdico (fica abaixo do endocárdio!) e também as fibras de Purkinje (jajá serão explicadas)

  1. Endocárdio: composto por um revestimento endotelial e um tecido conjuntivo subendotelial, sobre o qual ele fica apoiado. Esse tecido conjuntivo subendotelial (tecido conjuntivo subendocárdico) é composto por fibras colágenas e elásticas, sintetizadas por fibroblastos. Nessa camada de tecido conjuntivo ficam pequenos vasos sanguíneos, nervos e as fibras de Purkinje. O endocárdio é homólogo à túnica íntima dos vasos sanguíneos.
  2. Miocárdio: é um sincício (lembra de embrio! qualquer coisa chamada sincicio quer dizer: conjunto de células que se fundem, perdem suas membranas e formam uma única massa multinuclear) formado por fibras musculares estriadas cardíacas. Ele é composto por três tipos de músculo: músculo atrial, músculo ventricular e fibras musculares especializadas na excitação e condução de impulsos cardíacos. Ele é contínuo com a túnica média dos vasos sanguíneos.
  3. Epicárdio: superfície de baixo atrito revestida por um mesotélio em contato com o espaço pericárdico seroso. Ele é semelhante à túnica adventícia dos vasos sanguíneos.
O miocárdio é composto por três tipos de células: cardiócitos contráteis (que são os que se contraem para bombear o sangue), cardiócitos mioendócritos (produzem FNA) e cardiócitos nodais (especializados no controle da contração rítmica do coração. São células localizadas no nodo sinoatrial – junção da veia cava superior com o átrio direito – e no nodo atrioventricular – presente sob o endocárdio dos septos interatrial e interventricular.
  • O coração é composto de dois sincícios de fibras musculares:
  1. Sincício atrial: forma a parede dos dois átrios
  2. Sincício ventricular: forma a parede dos dois ventrículos

Ao redor das aberturas valvares entre os átrios e os ventrículos, há um tecido conjuntivo fibroso que separam os átrios e os ventrículos.

  • Sistema Condutor do Coração

O coração possui dois sistemas condutores especializados, os quais geram estímulos próprios e transmitem a excitação produzida. Um deles é o nodo (ou nó) sinusal (ou sinoatrial, S-A). Ele gera impulsos que causam contrações rítmicas do músculo cardíaco. O coração também tem um sistema condutor especializado, constituído pela via internodal, que induz o impulso do nodo sinoatrial para o nó atrioventricular, chamado também de nodo A – V. O nodo AV, no qual o impulso atrial é retardado antes de chegar aos ventrículos; o feixe atrioventricular, que conduz o impulso dos átrios para os ventrículos; e os feixes esquerdo e direito de fibras de Purkinje, que conduzem o impulso a todas as partes dos ventrículos. (Kierszenbaum; p. 356)

Resumindo: ocorre uma despolarização do nodo sinoatrial. Essa despolarização vai se propagando pela musculatura até alcançar o nodo atrioventricular. De lá, ela parte para os ventrículos, através dos feixes (fibras de Purkinje e feixe atrioventricular)

Nodos e Feixes

Outra característica do sistema condutor do coração é a excreção do fator natriurético atrial (FNA) pelas células musculares cardíacas do átrio. Esse FNA aumenta a quantidade de xixi estimula a diurese e também a excreção de sódio pela urina. Quando acontece isso, o volume de sangue diminui. Essa secreção de FNA pelas células citadas acontece quando elas estão distentidas, depois que o FNA é secretado por elas e o volume de sangue diminui, daí essas células conseguem se relaxar, e a distenção é aliviada. O FNA evita que a reabsorção de sódio e água cause hipervolemia (aumento anormal no volume de líquido circulante no corpo) e hipertensão, que pode resultar em insuficiência cardíaca.

É importante lembrar que o tecido muscular estriado cardíaco possui aqueles discos intercalares onde ficam as junções comunicantes, importantes para a distribuição sincronizada de íons e a rápida disseminação do potencial de ação, para que a contração do coração seja feita de forma rítmica!

  • Fibras de Purkinje

Os feixe formados pelas fibras de Purkinje são responsáveis por conduzir o impulso a todas as partes dos ventrículos. Elas ficam sob o endocárdio (ver a foto lá em cima! onde é citado sobre essas fibras). Diferentemente das fibras musculares cardíacas, elas possuem um diâmetro maior e porque tem um número reduzido de microfibrilas localizadas na periferia da fibra. Elas contêm muiiiiiito glicogênio, daí elas aparecem mais clarinhas nas lâminas, enquanto as fibras do músculo cardíaco aparecem mais escuras. A semelhança entre elas e as fibras musculares cardíacas, é que ambas são estriadas e unidas entre si por discos intercalares.

Fibras de Purkinje

  • Válvulas Cardíacas
As válvulas cardíacas são constituídas por uma porção central de tecido conjuntivo denso contendo fibras colágenas e elásticas, revestida nas suas duas faces por uma camada endotelial.

Artérias

A função das artérias é levar o sangue do coração ao resto do corpo, através dos capilares. Na diástole, quando o coração relaxa, ela armazena um pouco de sangue, senão o fluxo sanguíneo fica comprometido. Assim, quando o coração contrai (sístole) o sangue é ejetado, daí, obviamente, a artéria fica cheia de sangue. Mas dai, quando ele relaxa (diástole), ele se enche de sangue, e não bombeia. Pra que o fluxo seja mantido, então, a artéria armazena um pouco de sangue bombeado.

Como elas recebem um sangue vindo em alta pressão, elas devem ser mais grossas do que as veias, e mais firmes. Elas são divididas em três túnicas:

1. Túnica íntima: é a camada mais interna da artéria. Ela é constituída por:

– revestimento endotelial contínuo com o endocárdio

– camada intermediária de tecido conjuntivo frouxo (subendotélio)

– lâmina elástica interna, feita por elastina

2. Túnica média: é a camada intermediária da artéria. Ela é constituída por:

– células musculares lisas cercadas por uma quantidade variável de componentes da MEC (fibras colágenas e lâminas elásticas, com espaços irregulares – membranas elásticas fenestradas). O colágeno serve pra dar sustentabilidade pra artéria e também limitam a distensibilidade da parede do vaso. Tem mais colágeno nas veias do que nas artérias.

3. Túnica Adventícia (externa): é a camada mais externa da artéria. Ela é constituída por tecido conjuntivo! Algumas artérias e veias possuem pequenos vasos que as penetram pela túnica média e fornecem oxigênio aos vasos. Esses pequenos vasos são chamados de vasa vasorum.

O que separa a túnica externa e a média é uma camada de lâmina elástica.

As artérias podem ser classificadas, em ordem decrescente de tamanho (espessura): artérias elásticas de grande calibre, artérias musculares de médio calibre e as pequenas artérias e arteríolas.

  • As artérias elásticas de grande calibre têm como função levar o sangue do coração para as artérias distribuidoras de calibre médio. Essas artérias de grande calibre são aorta e os ramos principais: braquiocefálica, carótida comum, subclávia e ilíaca comum. As principais características delas são: receber sangue do coração com alta pressão e manter o sangue circulando continuamente, enquanto o coração está bombeando intermitentemente. A túnica íntima, a dessas artérias é composta pelo endotélio e pelo tecido conjuntivo subendotelial. Na túnica média dessas artérias, há lâminas elásticas fenestradas. Já na adventícia, a principal característica é possui as fibras colágenas. O tecido muscular liso é capaz de sintetizar fibras elásticas e colágenas. O vasa vasorum, nervi vasorum e vasos linfáticos ficam na túnica adventícia das grandes artérias elásticas.
  • Artérias musculares de calibre médio são vaso distribuidores, pois elas distribuem a quantidade necessária de sangue a cada órgão, dependendo da sua demanda. Elas são as artérias radial, tibial, poplítea, axilar, esplênica, mesentéria e intercostal. A túnica íntima das artérias musculares de calibre médio são compostas pelo endotélio, subendotélio e por uma lâmina elástica interna. Diferente da túnica média da artéria elástica de grande calibre, a das de calibre médio tem uma diminuição da quantidade de componentes elásticos e aumento da quantidade de fibras musculares lisas.
  • Arteríolas são os ramos finais do sistema arterial. Elas controlam a distribuição do sangue para os capilares por meio de vasoconstrição e vasodilatação. As arteríolas podem ficar vasoconstringindo e vasodilatando, porque ela foi feita pra isso! Isto é, as paredes delas contêm fibras musculares lisas que possibilitam esses fenômenos. Elas são consideradas vasos de resistência e são os principais determinantes da pressão sanguínea sistêmica. Como esses vasos têm um diâmetro muiito pequeno, pode acontecer delas serem fechadas, e isso aumenta a resistência ao fluxo sanguíneo, por isso ela ser conhecida como um vaso de resistência! A túnica íntima delas é composto pelo endotélio, subendotélio e lâmina elástica interna. A túnica média é feita por camadas concêntricas de células musculares lisas. A adventícia contém pouca quantidade de tecido conjuntivo frouxo.
Túnica Íntima Túnica Média Túnica Adventícia Quais são?
Artéria Elástica de Grande Calibre Endotélio; tecido conjuntivo subendotelial Lâminas elásticas fenestradas Fibras colágenas; vasa vasorum, nervi vasorum e vasos linfáticos aorta e os ramos principais: braquiocefálica, carótida comum, subclávia e ilíaca comum
Artéria Muscular de Médio Calibre endotélio, subendotélio e lâmina elástica interna diminuição da quantidade de componentes elásticos e aumento da quantidade de fibras musculares lisas Lâmina elástica externa fenestrada na junção da túnca média com a adventícia – só em vasos maiores artérias radial, tibial, poplítea, axilar, esplênica, mesentéria e intercostal
Arteríola endotélio, subendotélio e lâmina elástica interna camadas concêntricas de células musculares lisas pouca quantidade de tecido conjuntivo frouxo ramos finais do sistema arterial
  • O segmento depois da arteríola propriamente dita é chamado de metarteríola, que é o ramo terminal do sistema arterial. Ela é constituída por uma camada de células musculares, geralmente descontínua, e representa um importante regulador local do fluxo sanguíneo.

Veias

O sistema nervoso inicia – se com as vênulas pós-capilares. Essas vênulas são tubos de células endoteliais sustentados por uma lâmina basal e uma adventícia de fibras colágenas e fibroblastos.

A circulação venosa inicia – se com as vênulas pós capilares (que é principalmente onde ocorre a diapedese dos leucócitos), depois as vênulas musculares, vênulas coletoras até que se juntam e formam as veias. É importante lembrar que, as vênulas pós – capilares são, estruturalmente, semelhantes aos capilares contínuos, só que têm lúmen maior. São ainda túbulos de células endoteliais que são sustentados por uma lâmina basal e uma adventícia de fibras colágenas e fibroblastos.

  • túnicas das veias: não há uma distinção clara entre a túnica média e a túnica adventícia. Já o lúmen é revestido por um endotélio e uma lâmina basal subjacente. Não há lâmina elástica interna distinta.
  • túnica média muscular: é mais fina do que nas artérias, e as células musculares lisas têm uma orientação irregular, aproximadamente circular.
  • túnica adventícia: fibras colágenas e fibroblastos e poucas fibras nervosos. Os vasa vasorum, nas grandes veias, penetram na parede.

Uma característica específica das veias é a presença das valvas (estruturas que, junto com a contração do músculo estriado esquelético, auxiliam na volta do sangue para o coração, evitando o fluxo de sangue). A valva é uma projeção da túnica íntima para o lúmen, e é coberta por células endoteliais e reforçadas por fibras elásticas e colágenas. Além disso, as veias têm uma parede mais fina do que as artérias do mesmo calibre. Elas possuem uma alta capacitância porque sua parede tem propriedade de distensibilidade. Por isso que o conteúdo de sangue é grande, em relação ao volume das veias.

Capilares

Os capilares são vasos que realizam as trocas metabólicas. Eles são tubos muiiiiito finos e formados apenas por uma camada única de células endoteliais, que são altamente permeáveis, e circundadas por lâmina basal. Eles possuem tamanho suficiente pra caber uma hemácia, mas bastante finos para que ocorram as trocas gasosas.

O leito microvascular, o sítio da microcirculação, é composto por uma arteríola terminal (e metarteríola), pelo leito capilar, e por vênulas pós-capilars. O leito capilar é formado por capilares ligeiramente grandes (denominados canais preferenciais ou de comunicação), onde o fluxo sanguíneo é contínuo, e pequenos capilares, denominados capilares verdadeiros, onde o fluxo sanguíneo é intermitente. (Kierszenbaum)

Há três tipos de capilares. Os contínuos são aqueles completamente revestidos por endotélio (e seempre tem a lâmina basal). Entre a lâmina basal e esse endotélio podem existir umas células chamadas de pericitos. Elas são células indiferenciadas que parecem com células musculares lisas modificadas. Os líquidos e solutos, por meio de cavéolas ou vesículas de transcitose, são transportados por células endoteliais unidas por junções celulares. O outro tipo de capilar é o fenestrado, em que há poros (ou fenestras) podendo, ou não, possuir diafragma. (ver foto logo embaixo). O último tipo é o descontínuo (ou também chamado de sinusóide), em que o revestimento endotelial e a lâmina basal é incompleto, então há buracos e espaços nesses capilares. Eles são necessários em locais em que precisa de uma relação íntima entre o sangue e o parênquima.

Capilar Contínuo: presença dos pericitos, junção de oclusão. Encontrado em: encéfalo, tecido muscular, pele, timo e pulmão. Lâmina basal contínua.

Capilar Fenestrado: presença, nessa imagem, de diafragma. Encontrado em: com poros sem diafragma - glomérulos renais. Com diafragma - intestinos, glândulas endócrinas e ao redor dos túbulos renais. Lâmina basal contínua.

Capilar Descontínuo: presença dos espaços. Encontrado em: fígado e baço. Lâmina basal descontínua.

Agora… Vasos Linfáticos

Sistema Linfático

Funções:

1. Conduzir células do sistema imunológico e linfa aos linfodonos;

2. Remover o excesso de líquido acumulado nos espaços intersticiais;

3. Transportar quilomícrons

O fluxo da linfa vem sob baixa pressão e é unidirecional.

Conforme a circulação vai rolando, é comum que haja formação de um líquido que chamam de linfa. Essa linfa extravasa dos vasos sanguíneos e caem nos capilares linfáticos.

Os grandes vasos linfáticos têm três camadas parecidas com as veias, mas o lúmen é maior. Ainda como as veias, os vasos linfáticos também possuem valvas, só que em maior número ainda.

  • túnica íntima: camada endotelial com uma camada subendotelial (feito de tecido conjuntivo).
  • túnica média: algumas células musculares lisas em forma concêntrica e separadas por fibras colágenas.
  • túnica adventícia: formada por tecido conjuntivo com fibras colágenas e elásticas.

Como acontece a circulação linfática: há capilares linfáticos em quase todos os espaços teciduais. Inicia – se com tubos dilatados com extremidades fechadas, perto dos capilares sanguíneos.Os capilares linfáticos convergem em vasos linfáticos pré – coletores, drenando a linfa para os vasos linfáticos coletores. Os vasos linfáticos coletores são envolvidos por células musculares lisas, que promovem atividade de bombeamento intrínseco. O movimento do tecido adjacente promove um bombeamento extrínseco passivo. (Kierszenbaum)

O fluxo da linfa segue por duas contrações:

  • Contração Intrínseca: os vasos linfáticos se expandem por meio da linfa, e em seguida o músculo liso da parede se contrai. Daí, a válvula abre, a linfa fui, e depois a válvula fecha de novo.
  • Contração Extrínseca: contração de músculos adjacentes durante exercício, pulsações arteriais e compreensão por forças externas ao corpo comprimem o vaso linfático e causam o bombeamento.

Quando a drenagem da linfa está comprometida, o excesso de líquido acumula – se nos espaços teciduais e forma – se o edema.

Referências
KIERSZENBAUM, A; (2008). p. 355 a 374. Histologia e Biologia Celular - Uma introdução à patologia. 2ed.
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