Arquivo | 10 de setembro de 2012

Sistema Nervoso Autônomo

Anatomia do SNA

  • os neurônios motores viscerais localizados na medula epsinal são denominados neurônios motores pré-ganglionares, e seus axônios são chamados fibras pré-ganglionares; os neurônios motores viscerais localizados fora do SNC são denominados neurônios motores pós-ganglionares, e seus axônios são chamados fibras pós-ganglionares. Os corpos celulares dos neurônios motores viscerais do SNC costumam associar-se entre si em massa distinta chamada de gânglio.
  • a parte simpática inerva estruturas nas regiões periféricas do corpo e das vísceras.
  • a parte parassimpática é mais restrita à inervação de vísceras apenas.

Parte Simpática

  • a cada lado, um tronco simpático paravertebral estende-se da base do crânio à extremidade inferior da coluna vertebral, onde os dois troncos convergem anteriormente para o cóccix, no gânglio ímpar.
  • as fibras simpáticas pré-ganglionares podem subir ou descer para outros níveis vertebrais, onde fazem sinapse em gânglios associados aos nervos espinais que podem ou não receber informações motoras viscerais diretamente da medula espinal.
  • as fibras ascendentes e descendentes, juntamente com todos os gânglios, formam o tronco simpático, que se prolonga por toda a extensão da coluna vertebral. A formação deste tronco, a cada lado da coluna, possibilita que fibras motoras viscerais da parte simpática, que emergem apenas de uma pequena região da medula espinal, sejam distribuídas a regiões periféricas inervadas por todos os nervos espinais.
  • as fibras simpáticas pré-ganglionares podem fazer sinapse com neurônios motores pós-ganglionares nos gânglios e depois sair dos gânglios medialmente, para inervar vísceras torácicas ou cervicais. Podem ascender no tronco, antes e depois de fazer sinapse.

Parte Parassimpática

  • a parte parassimpática da divisão autônoma do SNP sai das regiões craniana e sacral do SNC em associação com nervos cranianos e nervos espinais específicos.
  • os neurônios pré-ganglionares estão no SNC, e as fibras saem nos nervos cranianos.
  • as fibras sensitivas viscerais seguem o trajeto das fibras simpáticas, entrando na medula espinal em níveis medulares semelhantes. No entanto, as fibras sensitivas viscerais também podem entrar na medula espinal em níveis diferentes dos associados à saída motora.

Plexos Somáticos

  • os grandes plexos somáticos formados pelos ramos anteriores dos nervos espinais são o cervical (C1 a C4), o braquial (C5 a T1) e o lombossacral (constituído pelos plexos lombar – L1 a L4; sacral 4L a S4 e coccígeo – S5 a Co). Exceto pelo nervo espinal T1, os ramos anteriores dos nervos espinais torácicos continuam independentes e não participam de plexos.

Dor referida

  • ela ocorre quando informações sensitivas de uma determinada região são conduzidas à medula espinal, mas não interpretadas pelo SNC como provenientes de oura região inervada pelo mesmo nível medular.
  • a dor da região com poucas aferências é interpretada como proveniente da região com uma quantidade de aferências normalmente alta.

Fisiologia do SNA

  •  todos os neurônios pré-ganglionares são colinérgicos tanto do sistema nervoso simpático quanto no parassimpático. Todos ou quase todos os neurônios pós-ganglionares do sistema parassimpático também são colinérgicos. Ao invés disso, a maioria dos neurônios pós-ganglionares simpáticos também são adrenérgicos. Entretanto, as fibras nervosas pós-ganglionares simpáticas para as glândulas sudoríparas, para os músculos piloeretores dos pelos e para alguns vasos sanguíneos são colinérgicas. Então, todas ou quase todas as terminações nervosas do sistema parassimpático secretam acetilcolina. Quase todas as terminações nervosas simpáticas secretam norepinefrina, mas poucas secretam acetilcolina.
  • a acetilcolina ativa principalmente dois tipos de receptores: muscarínicos e nicotínicos
  • existem também dois tipos principais de receptores adrenérgicos: receptores alfa e beta
  • a estimulação dos nervos simpáticos que vão até as medulas adrenais causa a liberação de grandes quantidades de epinefrina e norepinefrina no sangue circulante, e estes dois hormônios são, por sua vez, levados para todos os tecidos do corpo.
  • A norepinefrina circulante causa a constrição de quase todos os vasos sanguíneos do corpo; causa também atividade aumentada do coração, inibição do trato gastrointestinal, dilatação das pupilas, etc.
  • a epinefrina causa quase os mesmos efeitos que aqueles causados pela norepinefrina, sendo diferentes nos seguintes aspectos: primeiro, a epinefrina, por causa da sua maior ação na estimulação dos receptores beta, tem um efeito maior na estimulação cardíaca do que a norepinefrina. Segundo, a epinefrina causa somente uma constrição fraca dos vasos sanguíneos dos músculos, em comparação com a vasoconstrição muito mais forte causada pela norepinefrina. Como os vasos do músculo representam um segmento principal dos vasos do organismo, esta diferença tem importância especial pois a norepinefrina aumenta muito a resistência periférica total e eleva a pressão arterial, enquanto a epinefrina aumenta muito menos a pressão arterial, mas aumenta mais o débito cardíaco.
  • a estimulação das medulas adrenais causa a liberação dos hormônios epinefrina e norepinefrina, os quais, juntos, têm quase os mesmos efeitos que a estimulação simática direta tem sobre todo o organismo, exceto que os efeitos são muito mais prolongados, durante de 2 a 4 minutos depois do término da estimulação.
  • epinefrina e norepinefrina são quase sempre liberadas pelas medulas adrenais no mesmo momento em que os diferentes órgãos são estimulados diretamente pela ativação simpática generalizada. Portanto, os órgãos são, na verdade, estimulados duas vezes: diretamente pelos nervos simpáticos e indiretamente pelos hormônios da medula adrenal.
DRAKE, R. et alli; (2005). Gray's Anatomia para Estudantes. 3a tiragem.
GUYTON & HALL; (2006) Tratado Fisiologia Médica. 11a Edição. Elsevier.