Arquivos

Anatomia Macroscópica e Microscópica do Sistema Respiratório: Pleura e Pulmão

Pleura

  • classificada em pleura parietal e pleura visceral.
  • entre as pleuras visceral e parietal, fica um líquido seroso. Por causa disso, a superfície do pulmão, que é coberta por pleura visceral, opõe – se diretamente e desliza livremente sobre a pleura parietal fixada à parede.

Pleura Parietal

  • A cada local em que a pleura parietal se relaciona, ela recebe um nome. Então, tem a parte costal, parte diafragmática, parte mediastinal e pleura cervical (ou cúpula pleural).
  • a pleura mediastinal reflete – se no mediastino na forma de um manguito. Esse manguito fica, então, entre o mediastino e o pulmão, e por ele passam estruturas importantes como vasos, nervos, etc. O manguito mais essas estruturas formam a raiz do pulmão, e a área da raiz unida com a superfície do pulmão é o hilo pulmonar. A raiz e as estruturas que a constituem fixam o pulmão no mediastino.
  • revestida por um epitélio chamado de mesotélio (que vai ser descrito logo embaixo).
  • é uma camada espessa e reveste a superfície interna da cavidade torácica.

Pleura Visceral

  • a pleura visceral é firmemente fixada à superfície do pulmão.
  • é revestida por um epitélio simples pavimentoso denominado de mesotélio. As células desse epitélio têm microvilos apicais e estão apoiadas em uma lâmina basal de um tecido conjuntivo frouxo rico em fibras elásticas. Esse tecido conjuntivo é contínuo aos septos interlobulares e interlobares do pulmão.

Recessos Pleurais

  • quando os pulmões enchem, eles não completam totalmente as cavidades pleurais, ficando uns espaços sem encherem. Esses espaços são os recessos.
  • para que esses espaços sejam ocupados quando o pulmão se expande, geralmente é necessário dar uma inspiração forçada.
  • os recessos são importantes, pois são espaços em potencial para acúmulo de líquidos.
  • os recessos são: recessos costomediastinais (quando a pleura costal fica em oposição à pleura mediastinal) e recessos costodiafragmáticos, que são os mais importantes. Eles ocorrem entre a pleura costal e a diafragmática.

Pulmões

  • o pulmão direito, normalmente, é um pouco maior que o esquerdo, por causa do coração.
  • cada pulmão tem uma forma de meio cone, com uma base (que fica sob o diafragma), um ápice, duas faces (face costal e a face mediastinal, onde fica o hilo do pulmão) e três margens (margem inferior, anterior e posterior, que separam as faces).
  • tem uma prega fina de pleura em forma de lâmina que se projeta inferior da raiz do pulmão e estende – se do hilo ao mediastino, que formando o ligamento pulmonar.

Pulmão Direito

  • três lobos e duas fissuras: fissura oblíqua, que separa o lobo inferior do lobo superior e do lobo médio, e fissura horizontal, que separa o lobo superior do lobo médio.
  • a face mediastinal do pulmão direito está adjacente a estruturas importantes como: coração, veia cava inferior e superior, veia ázigo e esôfago.

Pulmão Esquerdo

  • dois lobos separados pela fissura oblíqua. E essa fissura, no pulmão esquerdo, é mais acentuada.
  • a parte inferior da face mediastinal do pulmão esquerdo tem uma incisura devido à projeção do coração na cavidade pleurl esquerda a partir do mediastino médio.
  • na superfície anterior da parte inferior do lobo superior do pulmão esquerdo, há uma extensão em forma de língua, chamada de língula do pulmão esquerdo.
  • a face mediastinal do pulmão esquerdo está adjacente às seguintes estruturas: coração, arco da aorta, parte torácica da aorta e esôfago.
Referências
DRAKE, R. et alli; (2005). p. 136 a 144. Gray's Anatomia para Estudantes. 3a tiragem.
KIERSZENBAUM, A; (2008). p. 396 a 397. Histologia e Biologia Celular - Uma introdução à patologia. 2ed.

Anatomia Macroscópica e Microscópica do Sistema Respiratório: Árvore Bronquial

Árvore Bronquial

 

Brônquios

Brônquios

Depois da carina, a traqueia se ramifica em dois brônquios: brônquio principal direito e brônquio principal esquerdo. Esses brônquios entram na raiz do respectivo pulmão através do hilo, e ai chegam ao interior do órgão. Há algumas peculiaridades de cada brônquio principal:

  • o brônquio principal direito é mais largo que o esquerdo.
  • o brônquio principal direito tem um trajeto mais vertical do que o esquerdo. É por isso que, quando corpos estranhos são inalados, eles geralmente ficam no brônquio direito.

Cada brônquio principal, quando chega ao pulmão, ramifica – se em brônquios lobares, que são os brônquios secundários. Cada um desses brônquios é responsável por suprir um lobo do pulmão. Há três brônquios lobares no pulmão direito, e dois brônquios lobares no pulmão esquerdo.

Os brônquios lobares, por sua vez, subdividem – se em brônquios segmentares (brônquios terciários), que suprem os segmentos broncopulmonares. Então, segmentos broncopulmonares é uma área do pulmão que é suprida por um brônquio segmentar e também por um ramo respectivo da artéria pulmonar. É importante ressaltar que os segmentos broncopulmonares são independentes entre si, são as menores regiões funcionais do pulmão, e também a menor área que pode ser isolada e removida e sem afetar as regiões adjacentes.

Dentro de cada segmento broncopulmonar, os brônquios segmentares dão origem a múltiplas gerações de divisões e, finalmente, a bronquíolos.

Detalhando Cada Segmentação da Árvore Brônquica Intrapulmonar

A ordem de segmentação é, do maior pro menor: brônquio segmentar, grandes brônquios segmentares, pequenos brônquios subsegmentares (e esses todos formam os brônquios), daí depois vem o bronquíolo terminal, bronquíolo respiratório, sacos alveolares e alvéolos.

Brônquios Segmentares

  • a diferença do tecido da traqueia para os brônquios segmentares, é que os anéis de cartilagem hialina da traqueia vão sendo substituídos por cartilagens de formato irregular quando chegam aos brônquios.
  • o epitélio que reveste os brônquios são pseudo-estratificado cilíndrico ciliado com células caliciformes secretoras de muco. A lâmina própria dos brônquios segmentares têm uma camada descontínua de músculo liso, e tem também glândulas seromucosas.
  • a contração dos músculos lisos referidos causam diminuição do lúmen do brônquio.
  • os brônquios segmentares vão se ramificando e ficando menores, até chegar a ser o brônquio segmentar pequeno.
  • o brônquio segmentar pequeno é contínuo com o bronquíolo. Detalhe: essa transição é marcada pela perda de placas de cartilagem, e um aumento progressivo na quantidade de fibras elásticas.

Bronquíolos

  • o bronquíolo terminal é a transição dos pequenos brônquios para o bronquíolo respiratório. Como já disse, ele não tem placas cartilaginosas.
  • é possível encontrar células caliciformes nas porções iniciais dos bronquíolos, lembre – se que ele faz uma transição!
  • o epitélio dos bronquíolos é pseudo-estratificado cilíndrico ciliado, e conforme vai chegando aos bronquíolos terminais, esse epitélio vai diminuindo até virar simples cilíndrico até cúbico ciliado!
  • os bronquíolos terminais (que são os que têm epitélio cúbico ciliado) são os que vão dar origem aos bronquíolos respiratórios. Esses bronquíolos terminais possuem células de Clara no seu epitélio.
  • as células de Clara representam 80% da população de células epiteliais dos bronquíolos terminais. Elas secretam um dos componentes da substância surfactante. Essas células também regulam o transporte de íons cloreto.
  • os bronquíolos respiratórios tem uma mucosa semelhante à dos bronquíolos terminais. A diferença é que nos respiratórios há presença de alvéolos interrompendo a continuidade da parede do bronquíolos. O epitélio cúbico baixo dos bronquíolos terminais vai sendo substituído por células epiteliais alveolares pavimentosas do tipo I.
  • os bronquíolos respiratórios fazem transição da porção condutora de ar, para a porção respiratória propriamente dita do pulmão.

Ductos Alveolares e Sacos Alveolares

  • o bronquíolo respiratório subdivide – se para dar origem a ductos alveolares. Esses são contínuos com os sacos alveolares. Vários alvéolos abrem – se em um saco alveolar.
  • os ductos alveolares se caracterizam por uma parede ininterrupta com típicos nós de músculo liso. Na extremidade distal, somem os nós de músculo liso e aparecem as células epiteliais alveolares do tipo I.
  • a ramificação dos ductos alveolares forma os sacos alveolares, e os sacos alveolares é formado pelos alvéolos.
  • a parede dos alvéolos é delgada formada por capilares revestidos por células endoteliais, formando a barreira hemato-aérea, que é por onde ocorre a difusão passiva de gases.
  • o epitélio dos alvéolos tem dois tipos de células: células alveolares tipo I e células alveolares tipo II.
  • células alveolares tipo I: representam 40% da população de células epiteliais, mas são capazes de revestir 90% da superfície alveolar, ou seja, elas são muito expandidas.  O epitélio simples cúbico baixo do bronquíolo respiratório é contínuo com as células alveolares do tipo I pavimentosas do alvéolo.
  • células alveolares tipo II: representa 60% da população de células epiteliais, mas revestem apenas 10% da superfície alveolar.
  • as outras células que habitam o septo alveolar são ainda: macrófagos alveolares (células de poeira), fibroblastos e mastócitos.
  • as células endoteliais dos septos interalveolares contêm a enzima conversora da angiotensina (ECA) para a conversão de angiotensina I em angiotensina II.
  • os macrófagos alveolares migram dos alvéolos para a superfície dos brônquios e são transportados por ação ciliar para as vias aéreas superiores até a faringe, onde são deglutidos com a saliva.
  • as células alveolares do tipo II ficam nos ângulos formados pelos septos alveolares adjacentes. Elas possuem formato poligonal. A superfície livre delas é coberta por curtos microvilos, e o citoplasma têm grânulos de secreção contendo o surfactante pulmonar, substância que elas secretam. Outra função delas é dar manutenção e reparo ao epitélio alveolar quando ocorre uma lesão. Quando as células alveolares do tipo I são danificadas, as células alveolares do tipo II aumentam em número e diferenciam – se em células semelhantes às células alveolares do tipoI.
  • surfactante pulmonar: depois de ser liberado por exocitose, essa substância se espalha por sobre uma fina camada de líquido que reveste a superfície alveolar. Assim, ele diminui a tensão superficial na interface ar-líquido e assim reduz a tendência dos alvéolos de colabar ao final da expiração. Ele é composto principalmente por fosfolipídeos, colesterol e proteínas.

Lóbulo Pulmonar e Ácino Pulmonar

  • lóbulo pulmonar é composto pelos bronquíolos respiratórios, ductos alveolares, sacos alveolares e os alvéolos e bronquíolo terminal.
  • ácino pulmonar é composto pelos bronquíolos respiratórios, sacos alveolares e alvéolos, e ductos alveolares. Mas, não tem o bronquíolo terminal. Ou seja, o ácino é uma parte do lóbulo.

Vascularização

  • a artéria pulmonar direita é mais longa do que a esquerda, e passa horizontalmente através do mediastino. Ela entra na raiz do pulmão e fornece um grande ramo para o lobo superior do pulmão.
  • a artéria pulmonar esquerda situa – se anteriormente à aorta descendente e posteriormente à veia pulmonar superior.

Irrigação e Drenagem

  • as artérias e veias bronquiais constituem o sistema vascular nutriente dos tecidos pulmonares (paredes e glândulas bronquiais, paredes dos grandes vasos e pleura visceral).
  • as artérias bronquiais originam – se da parte torácica da aorta ou de um de seus ramos.
  • as veias bronquiais drenam para as veias pulmonares ou o átrio esquerdo; e a veia ázigo à direita ou para a veia intercostal superior ou hemiázigo à esquerda.

Inervação

  • axônios eferentes viscerais do nervo vago causam constrição dos bronquíolos.
  • sistema simpático causa dilatação dos bronquíolos.
Referências
DRAKE, R. et alli; (2005). p. 146 a 152. Gray's Anatomia para Estudantes. 3a tiragem.
KIERSZENBAUM, A; (2008). p. 381 a 396. Histologia e Biologia Celular - Uma introdução à patologia. 2ed.

Anatomia Macroscópica e Microscópica do Sistema Respiratório: Faringe, Laringe e Traqueia

Parte Nasal da Faringe

Nasofaringe

Nasofaringe

Logo depois dos coános, vem a parte nasal da faringe. O teto dessa parte da faringe é composto pela base do crânio, de forma que a cavidade da faringe se mantém sempre aberta. No teto, ainda há uma grande quantidade de tecido linfoide, chamado de tonsila faríngea, bem na mucosa que reveste o teto. Quando ocorre aumento desse tecido (adenoide), pode acontecer da parte nasal da faringe ficar até obstruída, e ai a pessoa só consegue respirar pela boca.

O mais importante pra saber dessa parte, é a existência do óstio faríngeo da tuba auditiva, que é a abertura da tuba auditiva. A projeção da tuba auditiva cria um abaulamento chamado de toro tubário, e posteriormente a esse toro tem o recesso faríngeo.

Laringe

A laringe é uma estrutura oca, sua armação é feita de cartilagem, e ela reveste a via respiratória inferior. A laringe é contínua inferiormente com a traqueia, superiormente a sua abertura é feita na faringe, que fica um posterior a ela. Ela ainda fica pouco inferior à língua e à abertura posterior da cavidade oral.

A laringe é capaz de fechar a via respiratória inferior e também produzir som. Ela é composta por cartilagens ímpares, pares e uma membrana fibroelástica, além de vários músculos.

Outra propriedade importante da laringe é o fato dela ser móvel. Ela fica suspensa pelo osso hioide na parte superior, e na traqueia na parte inferior. Mas, isso não a faz ficar imóvel, pelo contrário! Ela pode ser movimentada pra cima, pra baixo, pra frente, pra trás… Quem faz isso são os músculos extrínsecos que tão inseridos ou na laringe, ou no osso hioide.

A laringe pode ser dividida em: supraglote (epiglote, falsas cordas vocais e ventrículos laríngeos), glote (cordas vocais verdadeiras e pelas comissuras anterior e posterior) e subglote ou cavidade infraglótica (abaixo das cordas vocais verdadeiras).

Cartilagem

Cartilagem Cricoidea

Imagem Ântero-Lateral da Cartilagem Cricoidea

Imagem Ântero-Lateral da Cartilagem Cricoidea

  • mais inferior das cartilagens;
  • envolve completamente as vias respiratórias;
  • é composta pela lâmina da cartilagem cricoidea, que fica posterior à via respiratória, e pelo arco da cartilagem cricoidea, que fica anteriormente.
  • na parte posterior da cartilagem, tem uma crista chamada de arqueada, que é onde o esôfago se insere. Essa crista separa duas depressões chamadas de fóveas.
Imagem Posterior da Cartilagem Cricóidea

Imagem Posterior da Cartilagem Cricóidea

Cartilagem Tireoidea

Cartilagem Tireoidea

Cartilagem Tireoidea

  • maior cartilagem da laringe.
  • ela é formada pelas lâminas direita e esquerda, que se unem anteriormente formando a proeminência laríngea (pomo de Adão). Posteriormente, essas lâminas num se juntam.
  • superiormente à proeminência laríngea, tem a incisura tireóidea superior. Juntamente com a proeminência laríngea, essas estruturas são referências palpáveis do pescoço.
  • as margens das lâminas se alonga posteriormente e formam os cornos superior e inferior.
  • as faces laterais das lâminas têm a linha oblíqua, que se expandem nas extremidades para formar os tubérculos tireóideos superior e inferior. Além disso, na linha oblíqua é onde se inserem os músculos extrínsecos da laringe.

Cartilagem Epiglótica

Cartilagem Epiglote

Cartilagem Epiglote

  • cartilagem em forma de folha;
  • sua base é fixa à parte posterior da cartilagem tireoidea.
  • medialmente, na face inferior, tem o tubérculo epiglótico.

Cartilagens aritenoideas

  • forma de pirâmide.
  • o ângulo anterior da base da cartilagem aritenoidea é alongado em um processo vocal, ao qual se insere o ligamento vocal.

A laringe ainda tem as cartilagens corniculadas e as cuneiformes. Mas, são tão pequenas… deixa pra lá.

Ligamentos da Laringe

Extrínsecos

  • Membrana tireo-hióidea.
  • Ligamento hioepiglótico.
  • Ligamento cricotraqual.

Intrínsecos

  • Membrana fibroelástica da laringe.
  • Ligamento cricotireoideo (membrana cricovocal, membrana cricotireoidea): essa membrana fica fixa ao arco da cartilagem cricoidea e segue superiormente até terminar na cartilagem tireoidea. A fixação é feita, anteriormente, pela cartilagem tireoidea, e posteriormente, aos processos vocais das cartilagens aritenoideas. A margem livre entre estes dois pontos de fixação é espessada, e forma o ligamento vocal, que fica sob a prega vocal, ou corda vocal verdadeira da laringe. A membrana cricotireoidea também é espessada anteriormente na linha média para formar o ligamento cricotireoideo mediano. Em situações de emergência, quando as vias aéreas estão bloqueadas acima do nível das pregas vocais, o ligamento cricotireoideo mediano pode ser perfurado para estabelecer uma passagem do ar. Exceto pelos pequenos vasos e ocasional presença de um lobo piramidal da glândula tireoide, normalmente há poucas estruturas entre o ligamento cricotireoideo mediano e a pele.
  • Membrana Quadrangular: cada membrana quadrangular apresenta margens superior e inferior livres. A margem inferior é espessada e forma o ligamento vestibular sob a prega vestibular, que é a corda vocal falsa da laringe.

Articulações da Laringe

  • Articulações cricotireoideas: tipo sinovial. Isso permite que elas possam se movimentar para frente e incline – se para baixo, na cartilagem cricoidea.
  • Articulações cricoaritenoideas: elas podem se afastar deslizando ou dirigindo – se para a outra e rodam. Isso faz com que os processos vocais façam um movimento de giro em torno de um pivô, aproximando – se ou afastando – se da linha média. Estes movimentos abduzem a aduzem os ligamentos vocais.

Músculos da Laringe

Os músculos extrínsecos da laringe prendem a laringe ao osso hioide para elevá – lo durante a deglutição.

Os músculos intrínsecos da laringe unem as cartilagens tireoide e cricoide. Quando os músculos intrínsecos se contraem, a tensão nas cordas vocais muda para modular a fonação.

  • músculos cricotireoideos;
  • músculos cricoaritenoideos posteriores;
  • músculos cricoaritenoideos laterais;
  • músculo aritenoideo transverso;
  • músculos aritenoideos oblíquos;
  • músculos vocais;
  • músculos tireoaritenoideos;

Começo e Fim da Laringe

  • ádito da laringe: abertura superior. Está voltada para a parte anterior da faringe, imediatamente abaixo e posteriormente à língua. As margens laterais do ádito são formadas por pregas de mucosa chamadas de pregas ariepiglóticas. Há ainda dois tubérculos, que marcam as posições das cartilagens cuneiformes e corniculadas que ficam subjacentes.
  • a abertura inferior da laringe: ela é contínua com a luz da traqueia, é completamente envolvida pela cartilagem cricoidea, e tem posição horizontal, diferentemente do ádito da laringe, que é oblíquo e está voltado póstero – superiormente na faringe. A abertura inferior é sempre mantida aberta, mas o ádito pode ser fechado por movimentos da cartilagem epiglótica.

Regiões da Laringe

  • vestíbulo da laringe: região entre o ádito da laringe e as pregas vestibulares.
  • glote: muito delgada. É a região entre as pregas vestibulares (acima) e as pregas vocais (abaixo). De cada lado da glote, tem um abaulamento, que produz um espaço em forma de calha chamado de ventrículo da laringe. Daí, de cada ventrículo, vem uma extensão tubular que se projeta entre a prega vestibular e a cartilagem tireoidea. Dentro das paredes destes sáculos, encontram – se numerosas glândulas mucosas. O muco secretado nos sáculos lubrifica as pregas vocais.
  • cavidade infraglótica: região entre as pregas vocais (acima) e a abertura inferior da laringe (abaixo).
  • rima do vestíbulo: abertura de forma triangular, que fica entre as duas pregas vestibulares adjacentes, bem na entrada da glote.
  • rima da glote: outra abertura triangular, mas essa fica entre as duas pregas vocais, e separa a glote acima, da cavidade infraglótica, abaixo.

Cordas Vocais

As bordas livres das cordas vocais tem uma cobertura formada por epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado e pela camada superficial da lâmina própria, que é conhecida também como espaço de Reinke.

Histologia - Corda Vocal Verdadeira

Histologia – Corda Vocal Verdadeira

  • cordas vocais verdadeiras: a lâmina própria consiste em três camadas: 1) uma camada superficial contendo matriz extracelular com poucas fibras elásticas (espaço de Reinke), 2) uma camada intermediária com um conteúdo maior de fibras elásticas. 3) uma camada profunda com abundantes fibras elásticas e colágenas.
  • as cordas vocais (pregas vocais) têm duas regiões: eixo e cobertura. A cobertura que tem um epitélio estratificado pavimentoso não-queratinizado, que é o espaço de Reinke. Já o eixo é composto pelas camadas intermediária e profunda da lâmina própria, e o músculo vocal ou tiroaritenoide. A cobertura é flexível, mas o eixo é rígido, mas tem propriedades contráteis. À medida que a rigidez do eixo da corda vocal aumenta, a velocidade da onda da mucosa aumenta e o tom se eleva.
  • O espaço de Reinke e a cobertura epitelial são responsáveis pela vibração das cordas vocais.
  • a lâmina própria é rica em mastócitos. Em reações de ataque, os mastócitos podem fazer edemas e até obstruir a laringe.

Mucosa da Laringe

A mucosa da laringe é contínua com a da faringe e a da traqueia. Um epitélio estratificado pavimentoso não-queratinizado cobre a superfície lingual e uma pequena extensão da superfície faríngea da epiglote e das cordas vocais verdadeiras. Nas outras partes, o epitélio é pseudo-estratificado ciliado, com células caliciformes. Há ainda glândulas seromucosas laríngeas, que são encontradas por toda a lâmina própria, exceto ao nível das cordas vocais verdadeiras.

Irrigação e Drenagem

  • artérias laríngeas superior e inferior;
  • veias laríngeas superiores inferior;

Inervação

  • sensitiva e motora: ramos dos nervos vagos [X]: nervos laríngeos superiores e nervos laríngeos recorrentes.

A laringe na…

… Respiração

Respiração tranquila:

  • ádito da laringe, vestíbulo da laringe, rima do vestíbulo e a rima da glote ficam abertos; A rima da glote assume uma forma triangular.

Inspiração Forçada:

  • pregas vocais são abduzidas, rima da glote alarga – se até assumir a forma romboide, e isso aumenta o diâmetro da passagem aérea da laringe.

… Fonação

  • o ar é forçado através da rima da glote fechada. Esta ação faz com que as pregas vocais vibrem entre si, e produzam sons. Esses sons são depois modificados pelas partes mais altas das vias aéreas e a cavidade oral.

... Fechamento com esforço (quando precisa reter ar na cavidade torácica para estabilizar o tronco)

  • rima da glote fica completamente fechada, assim como a rima do vestíbulo e as partes inferiores do vestíbulo da laringe. O resultado é o fechamento súbito, completo e forçado das vias aéreas.

… Deglutição

  • a rima da glote, a rima do vestíbulo e o vestíbulo da laringe fecham – se e o ádito da laringe estreita – se. Ademais, a laringe movimenta – se para cima e para a frente. Esta ação faz com que a epiglote oscile para baixo em direção às cartilagens aritenoideas e efetivamente estreite ou feche o ádito da laringe. O movimento da laringe para cima e para a frente também abre o esôfago, que está fixado na face posterior da lâmina da cartilagem cricoidea.

Traqueia

A traqueia é um tubo flexível que se estende do nível vertebral CVI, na parte inferior do pescoço, ao nível vertebral TIV/V no mediastino, onde se bifurca em brônquios principais direito e esquerdo. A traqueia é mantida aberta por peças de cartilagem em forma de C contidas em sua parede. – a parte aberta do C está voltada posteriormente. Essa cartilagem que forma esse C é hialina, e está envolvida por uma camada fibroelástica mesclada com pericôndrio. A peça em forma de C mais inferior é a chamada cartilagem da carina.  A parede posterior da traqueia é composta principalmente por musculatura lisa.

Ela é palpável na incisura jugular. Posteriormente à traqueia vem o esôfago, e ele é imediatamente anterior à coluna vertebral. Existe uma mobilidade significativa no posicionamento vertical destras estruturas quando elas atravessam o mediastino superior. A deglutição e a respiração causam desvios posicionais, assim como pode ocorrer na doença e com o uso de instrumentalização especializada.

Traqueia!

Traqueia!

A traqueia é revestida por um epitélio pseudo-estratificado cilíndrico ciliado disposto sobre uma distinta lâmina basal. Há 4 tipos principais de células:

  1. células cilíndricas ciliadas: são predominantes. Vão do lúmen até à lâmina basal.
  2. células caliciformes: são também abundantes e também têm contato com o lúmen e a lâmina basal.
  3. células basais: ficam na lâmina basal, são importantes células-tronco.
  4. células de Kulchitsky: células neuroendócrinas que secretam serotonina, calcitonina, ADH, etc.

A lâmina própria da traqueia tem fibras elásticas, e a submucosa tem glândulas mucosas e serosas.

Referências
DRAKE, R. et alli; (2005). p. 145, 949 a 965. Gray's Anatomia para Estudantes. 3a tiragem.
KIERSZENBAUM, A; (2008). p. 377 a 381. Histologia e Biologia Celular - Uma introdução à patologia. 2ed.

Anatomia Macroscópica e Microscópica do Sistema Respiratório: Cavidades Nasais

Cavidade Nasal

A cavidade nasal possui duas aberturas, uma que fica na parte anterior, e se abre inferiormente, que são as narinas. A outra abertura é posterior e tem abertura para a parte posterior da parte nasal da faringe, que são os coános. A cavidade nasal é separada da cavidade oral pelo palato duro; do crânio, pelas partes dos ossos frontal, etmoide e esfenoide, e as duas cavidades nasais se separam pelo septo nasal. A importância da cavidade nasal, é que ela ajusta a temperatura e a umidade do ar inspirado, e prende e remove o material particulado nas vias respiratórias.

Para entender a anatomia da cavidade nasal, tente imaginar que é como se você tivesse entrando em um quarto. Então, você terá as parede lateral (como se fosse a divisão entre seu quarto e o vizinho), a parede medial (divisão entre o seu quarto e o outro quarto), teto (ossos frontal, etmoide e esfenoide), chão (palato duro), e as outras duas paredes seriam onde fica a janela e a porta, que nesse caso corresponderiam às narinas e aos coános. Vamos ver a anatomia de cada parte! Antes, vamos só falar um pouco do nariz.

Parte Externa do Nariz

Anatomia Externa do Nariz

Anatomia Externa do Nariz

A parte do nariz que é contínua com o crânio é formada de osso. Os ossos que a compõem são: osso nasal, partes das maxilas, frontais. A parte que não é osso, é cartilagem.

De cada lado e anteriormente, tem os processos laterais da cartilagem do septo, cartilagem alar maior, cartilagens alares menores, e tem também a cartilagem do septo, que forma a parte anterior do septo nasal.

Narinas

São os buraquinhos do nariz. Elas se mantém abertas por conta das cartilagens alares e da cartilagem do septo nasal, e também pela espinha nasal inferior e margens adjacentes da maxila. O ar inicialmente entra pelas narinas. Elas são revestidas externamente por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado. Esse epitélio continua até o vestíbulo, mas no vestíbulo ele deixa de ser queratinizado.

Parede Lateral

Na parede lateral é onde encontramos as conchas nasais. A parede é sustentada pelo labirinto etmoidal e processo uncinado, e pela lâmina perpendicular do osso palatino. Na parte externa, essa sustentação é dada pela cartilagem e por partes moles.

Pra que servem as conchas nasais?

Elas são importantes por aumentarem a superfície de contato entre o tecido da parede lateral e o ar inspirado. Elas conseguem fazer com que o ar passe por um tipo de turbulência dentro da cavidade nasal, e isso é o que faz aumentar a superfície de contato já mencionada. E essa superfície de contato aumentada permite que a umidificação e o aquecimento do ar aconteçam de forma adequada.

As conchas nasais dividem a cavidade nasal em quatro canais de ar:

  1. meato nasal inferior, entre a concha nasal inferior e o assoalho nasal;
  2. meato nasal médio, entre a concha nasal média e a inferior;
  3. meato nasal superior, entre a concha nasal superior e a média
  4. recesso esfenoetmoidal, entre a concha nasal superior e o teto nasal;

Ainda na parede lateral, temos as aberturas dos seios paranasais (extensões da cavidade nasal). Essas aberturas ficam na parede lateral e no teto também. Ainda na parede lateral, encontra – se a abertura do ducto lacrimonasal, que traz as lágrimas do olho para a cavidade nasal (por isso que, quando você chora, o narriz escorre..eca). Esse ducto lacrimonasal drena a lágrima do saco da conjuntiva do olho para a cavidade nasal.

Além dessas estruturas, a cavidade nasal ainda pode ser dividida em regiões. Tem três importantes:

Regiões da Cavidade Nasal

Regiões da Cavidade Nasal

  1. vestíbulo do nariz: é o espaço imediatamente interno à narina. É revestido por pele e é também onde ficam os pelos do nariz. Pra entender melhor: é onde faz – se a higiene íntima do nariz (onde o seu dedo alcança pra tirar as melecas). No vestíbulo, a pele já não é mais queratinizada!
  2. região respiratória: maior parte da cavidade nasal; é uma região rica em vasos e nervos, revestida pelo epitélio respiratório.
  3. região olfatória: é a menor região. Fica no ápice de cada cavidade nasal, e é revestida pelo epitélio olfatório.

Epitélio Respiratório

É o epitélio que reveste a região respiratória. Esse epitélio é pseudoestratificado cilíndrico ciliado com células caliciformes. Ele é sustentado por uma lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo com glândulas seromucosas. E é nessa lâmina própria que fica o rico plexo venoso superficial, que é conhecido como tecido cavernoso, ou erétil.

As células caliciformes e as glândulas são importantes produtoras de secreções, que são responsáveis em deixar a mucosa úmida, e, consequentemente, auxiliando na umidificação do ar. O aquecimento do ar, quando entra na cavidade nasal, é feito pelo plexo venoso. A cavidade nasal é muito, muito, muito vascularizada, por isso é comum ocorrer sangramentos, que são denominados epistaxes.

Epitélio Olfatório

Epitélio Olfatório

Esse epitélio tem três tipos celulares importantes:

  1. células basais: células tronco mitoticamente ativas. Ficam na parte basal do epitélio (oh, rly?) e renova as células do epitélio. Primeiramente, as células se diferenciam em células olfatórias imaturas, que depois viram células olfatórias maduras.
  2. células olfatórias: células altamente polarizadas. A parte apical fica voltada pra superfície da mucosa, e ela forma um terminal dendrítico semelhante a um botão (que é chamado de botão olfatório). Já a parte basal dessa célula, dá origem a um axônio. Os axônios formam pequenos feixes amielínicos, e eles ficam circundados por células gliais, já que são células nervosas. Esses feixes nervosos atravessam o osso etmoide, pela placa cribiforme do osso etmoide. Lá, elas encontram os dendritos das células mitrais, que são os neurônios do bulbo olfatório (I nervo craniano, que vai levar informação pro cérebro sobre os odores!). É importante ressaltar que, os receptores de odor que ficam no epitélio respiratório não identificam a molécula odorífera “nua e crua”. Ou seja, a molécula de odor deve se ligar à proteína de ligação a odorantes (OBP). Essa OBP carreia os odorantes aos receptores presentes na superfície dos cílios modificados e os remove após eles terem sido sentidos. Essa OBP fica presente na secreção feita pelas glândulas serosas olfatórias (glândulas de Bowman), que ficam sob o epitélio. Essa secreção, além de conter o OBP, também auxilia a dissolver as substâncias odoríferas.
  3. células de sustentação (ou sustentaculares)

Repare que na imagem acima, tem escrito células de Schwann (embora eu ouvi falar que elas num podem ser chamadas de células de Schwann.. mas enfim). Elas corresponderiam às células gliais que eu citei no item 2 ai em cima. Elas conduzem os axônios até passar pela placa cribiforme.

Osso Etmoide

Osso Etmoide

Para continuar a entender a cavidade nasal, tem que saber a anatomia do osso etmoide. Não tem jeito. Esse osso é importante assim, porque ele ajuda na formação do teto, parede lateral, parede medial das duas cavidades nasais. Pra completar, ele ainda tem as células etmoidais. O etmoide tem uma lâmina perpendicular, e duas “paredes” que ficam do lado dessa lâmina, uma de cada lado. Na foto em cima, dá pra ver a lâmina e a parede direita.

Estruturas:

  • labirinto etmoidal: são dois, um em cada  “parede”. Esses labirintos se unem superiormente pela lâmina cribiforme. Cada labirinto é composto por duas lâminas ósseas, a lâmina lateral (nada muito importante pra dizer), e lâmina medial. A lâmina medial tem dois processos e uma protuberância. Os dois processos são as conchas nasais superior e média. De baixo da concha nasal média, tem uma proeminência formada pelas células etmoidais, que é a bolha etmoidal. A bolha etmoidal é formada por células etmoidais.
  • hiato semilunar: fica inferiormente à bolha etmoidal. Na extremidade anterior dele tem o infundíbulo etmoidal.
  • infundíbulo etmoidal: imediatamente sob a bolha, tem o infundíbulo etmoidal, que forma um canal. Esse canal penetra no labirinto etmoidal e se abre no seio frontal, é o canal para o ducto frontonasal, que drena o seio frontal.
  • lâmina perpendicular: forma uma parte do septo nasal.
  • crista etmoidal: ela ancora a foice do cérebro (uma prega de dura-máter), na cavidade do crânio.

Parede Medial

A parede medial separa as cavidades nasais em direita e esquerda. Ou seja, faz parte da formação do septo nasal. Ela é revestida por mucosa.

O septo, que tanto to falando nesse resumo, é formado:

  • anteriormente: cartilagem do septo nasal.
  • posteriormente: vômer e lâmina perpendicular do etmoide.
  • linha média: ossos nasais, espinha nasal do osso frontal.
  • cristas dos ossos maxila e palatino, rostro do osso esfenoide e a crista incisiva da maxila.

Assoalho (chão da cavidade nasal)

O assoalho é muito maior do que o teto. Ele é composto pelo palato duro, e partes moles da parte externa do nariz. As narinas se abrem anteriormente no assoalho.

Teto

É formado pela lâmina cribiforme do osso etmoide. Anteriormente à lâmina, o teto ainda é composto pela espinha nasal do osso frontal e os ossos nasais, processos laterais da cartilagem do septo nasal e cartilagens alares maiores da parte externa do nariz. Posteriormente à lâmina, tem a face anterior do osso esfenoide, asa do vômer e processo vaginal da lâmina medial do processo pterigoide.

Coános

Coános são aberturas que possuem formato oval. Essas aberturas ficam entre as cavidades nasais e a parte nasal da faringe.

Seios Paranasais

Seios Paranasais

Seios Paranasais

Há quatro seios paranasais: células etmoidais, seios esfenoidal, maxilar e frontal. Os seios são expansões das cavidades nasais e fazem erosão dos ossos ao redor. Neles ficam cavidades que contêm ar.

Seios Frontais

Os seios frontais drenam suas secreções para a parede lateral do meato nasal médio. O ducto que ele usa é o ducto frontonasal, ele penetra o labirinto etmoidal e continua como infundíbulo etmoidal.

Células Etmoidais

Elas ocupam o labirinto etmoidal, e são formadas por um número variável de câmaras de ar individuais. Elas se abrem sob as conchas superiores. A drenagem das células etmoidais anteriores é feita pelo ducto frontonasal ou o infundíbulo etmoidal. Já as células etmoidais médias se abrem na bolha etmoidal, e as posteriores na parede lateral do meato nasal superior.

Seios Maxilares

Esses são os maiores seios paranasais e preenchem completamente os corpos das maxilas. Eles se abrem sob a concha média.

Seios Esfenoidais

Eles se abrem no teto da cavidade nasal, através das aberturas na parede posterior do recesso esfenoetmoidal. Esses são os únicos seios que não drena pra a cavidade nasal.

Como somente delgadas lâminas ósseas separam os seios esfenoidais das cavidades nasais abaixo e da fossa hipofisial acima, a hipófise pode ser abordada cirurgicamente através do teto das cavidades nasais. Isto é possível passando-se primeiro através da parte ântero-inferior do osso esfenóide e entrando-se nos seios esfenoidais e depois atravessando a parte mais alta do osso esfenoide e entrando na fossa hipofisial. 

Histologia dos Seios

Eles são revestidos por um epitélio pseudo-estratificado cilíndrico ciliado, formando uma mucosa respiratória. Há poucas células caliciformes e glândulas na lâmina própria. A abertura do seio com a cavidade nasal é revestida por um epitélio que se assemelha ao da cavidade nasal.

Inervação e Irrigação da Cavidade Nasal

  • a olfação é conduzida pelo nervo olfatório [I].
  • a sensibilidade é conduzida pelo nervo trigêmeo [V] (nervo oftálmico na parte anterior e nervo maxilar na parte posterior).
  • as glândulas são inervadas por fibras parassimpáticas.
  • irrigação feita pelas artérias maxilar, facial e oftálmica (esta última, para as células etmoidais). Há uma grande quantidade de anastomoses dos vasos que irrigam as cavidades nasais. Isso é muito evidente principalmente na parte anterior da parede medial do septo, onde a quantidade de anastomoses é grande, e esses vasos ficam muito próximos a superfície. Por isso que, a maioria dos traumas do nariz, fazem sagrar.
  • algumas pessoas tem uma veia nasal adicional. Esta veia nasal é responsável por ligar um seio venoso intracraniano com veias extracranianas, e por isso é classificada como veia emissária. As veias emissárias são vias pelas quais infecções podem se propagar de regiões periféricas à cavidade do crânio.

Passagens para Nervos e Artérias

  • lâmina cribiforme: nervo olfatório.
  • forame esfenopalatino: via para passagem de nervos e vasos.
  • canal incisivo: via para passagem de nervos e vasos.
Referências
DRAKE, R. et alli; (2005). p. 965 a 981. Gray's Anatomia para Estudantes. 3a tiragem.
KIERSZENBAUM, A; (2008). p. 375 a 377. Histologia e Biologia Celular - Uma introdução à patologia. 2ed.