Arquivos

Osteologia: Esqueleto Apendicular – Cíngulo do Membro Inferior e Membros Inferiores

Definições e Pontos Importantes

Membros Inferiores

O que liga o esqueleto axial aos membros inferiores é o cíngulo do membro inferior. Esse cíngulo é composto pelos ossos do quadril: ílio, ísquio e púbis e também o sacro. Quando neném, esses ossos ficam ligados entre si apenas por uma cartilagem na área do acetábulo, e se fundem apenas ao redor dos 16 anos em um único osso.

Os membros inferiores são compostos pelos fêmur, tíbia, fíbula e ossos do pé.

Outra forma de organizarmos o esqueleto apendicular é por segmento. Dessa forma, teríamos o primeiro segmento (cintura pélvica), segundo segmento (coxa), terceiro segmento (perna) e quarto segmento (pé).

Em relação à função dos membros inferiores, é claro que a locomoção é a primeira grande importância deles que vem a nossa mente, mas, não se pode esquecer que os ossos dos membros inferiores são muito importantes na hematopoiese, principalmente nas crianças!

Quando comparamos a amplitude de movimento dos membros superiores com os inferiores, percebemos que os membros superiores conseguem fazer muitos mais movimentos do que os inferiores! Por que isso? Por causa da diferença da articulação do ombro e da articulação do fêmur. Pensa: a cavidade glenoidal, como já disse, é bem rasa, então a cabeça do úmero não fica tão presa assim, dá pra ficar “sambando” na cavidade glenoidal. A cabeça do fêmur se articula no acetábulo, que é como um “buraco”, uma “fossa”, e a cabeça do fêmur fica bem encaixada! Esse é um dos principais motivos para que a amplitude de movimento dos membros inferiores seja menor do que o dos superiores.

Outra peculiaridade dos membros inferiores é o fato de que, toda sua anatomia foi feita para que todo o peso do corpo seja aguentado, e o centro de gravidade do corpo seja mantido estável, a fim de que o ser humano consiga ficar bípede “sem cair”. Sua anatomia também reduz a quantidade de energia necessária para manter a locomoção e produzir uma marcha suave e eficiente. Essas peculiaridades anatômicas são:

  •  inclinação da pelve no plano frontal;
  • rotação da pelve no plano horizontal;
  • movimento dos joelhos na direção da linha média;
  • flexão dos joelhos e complexas interações entre o quadril, joelho e tornozelo;

Agora, uma semelhança entre os membros superiores e inferiores é quando falamos das regiões de transição. Assim como os membros superiores tem a axila, fossa cubital e túnel do carpo como importantes regiões onde passam nervos, vasos, etc para as partes distais do membro, isso também existe nos membros inferiores! A região da virilha, tecnicamente chamada de trígono femoral, fossa poplítea (atrás do joelho) e a região retromaleolar medial (aqui chamada de túnel do tarso) são áreas de passagem de nervos e vasos para as partes distais dos membros.

No trígono femoral passam os prinipais vasos sanguíneos e um dos nervos do membro (nervo femoral), eles entram na coxa vindo do abdomem, passam pelo ligamento inguinal, tudo isso através do trígono femoral. Na fossa polplitea passam grandes vasos e nervos entre a coxa e a perna. E a maioria dos vasos, nervos e tendões flexores que vão da perna ao pé passam pelo túnel do tarso.

Cíngulo do Membro Inferior (Quadril)

Ílio

Osso Ilíaco

Dica: pra colocar o osso ilíaco em posição anatômica tem um truque simples: pegue o osso como se fosse falar no celular. Coloca a orelha no ísquio e “fale no púbis”. Se o encaixe certo for o da orelha direita, então é o osso ilíaco direito, e vice – versa.

  • asa ilíaca: encontramos as linhas glúteas (inserções dos músculos do glúteo) posterior, anterior e inferior; Essa asa serve como proteção de algumas vísceras, embora a principal função dela seja de fazer ligação;
  • [cavidade do] acetábulo: é um “buraco” onde fica a cabeça do fêmur. Nesse buraco encontramos os seguintes acidentes: fossa do acetábulo, face semilunar e incisura do acetábulo; a face semilunar é mais ampla posteriormente onde a maior parte do peso corporal é transmitida através da pelve para o fêmur. Os vasos sanguíneos e nervos passam através da incisura do acetábulo.
  • forame obturatório: é um forame grandão! Mas, a maior parte dele fica fechada por uma membrana de tecido conjuntivo, chamada de membrana obturadora. Tem só um espacinho entre a membrana e o osso, e nesse espacinho é que se dá a passagens para comunicação entre os membros inferiores e a cavidade pélvica;
  • há ainda outros acidentes: fossa ilíaca, face auricular (para se articular com o sacro, tem formato de orelha!);
  • linha arqueada: divide o ílio em corpo do ílio e asa do ílio;
  • crista ilíaca: facilmente palpada, é usada na coleta de medula óssea;

Retirada de Medula Óssea nos Ossos do Quadril (crista ilíaca)

  • temos ainda a espinha ilíaca ântero – superior e ântero – inferior; espinha ilíaca póstero – superior e espinha ilíaca pósterio – inferior;
  • incisura isquiática maior e incisura isquiática menor e também a espinha isquiática;
  • túber isquiático: suporte ao corpo quando sentado, também serve como ponto de inserção proximal de músculos como bíceps da coxa, etc. São músculos fortes que precisam de uma superfície muito rugosa e ampla para serem inseridos.

Observações Clínicas

  • a abertura superior da pelve nas mulheres tem forma circular, e nos homens tem formato de coração. É mais circular porque o promontório é menos proeminente e as asas ilíacas são mais largas nas mulheres. O ângulo formado pelos dois ramos do arco púbico é maior nas mulheres (80-85 graus) do que nos homens (50 a 60 graus). É claro que essa circularidade pélvica feminina é por causa do parto, para facilitar a saída do neném.

Pelve Feminina e Pelve Masculina

  • a tendência de fratura na pelve é a fratura no púbis. Isso porque, ele é um osso mais frágil e também se articula com o outro púbis apenas através da sínfise púbica. Esse tipo de fratura é chamada de fratura open book.

Fratura Open Book

  •  A função do púbis é secundária. É simplesmente conversar com o outro púbis e fechar o anel pélvico. Isso permite o movimento de extensão e flexão, importantes pro parto!
  • pacientes com fratura na pelve devem ser avaliados quanto à lesões nos órgãos viscerais e tecidos moles, e vice – versa. A fratura na pelve pode causar muita perda de sangue, e também formar um hematoma pélvico, que pode comprimir nervos e órgãos e inibir a função de vísceras pélvicas. Tem 4 tipos de fraturas na pelve: 1) fratura na crista ilíaca (que não tem nada demais, o máximo é a perda demais de sangue), 2) quebra única no anel ósseo da pelve (lesão com separação, por exemplo, da sínfise púbica, essa lesão também não tem nada demais, só a perda de sangue), 3) quebra dupla no anel pélvico ósseo (fratura bilateral do ramo púbico, que podem produzir dano uretral! Ou também fratura do ramo púbico e a ruptura da articulação sacroiliaca com ou sem luxação, e isso pode dar um trauma significante das vísceras pélvicas e hemorragia), 4) lesões ao redor do acetábulo.

Coxa

Fêmur

Fêmur

Epífise Proximal

  • na cabeça do fêmur tem a fóvea da cabeça do fêmur, que faz a fixação do ligamento da cabeça do fêmur no osso ilíaco;
  • colo anatômico: porque depois da cabeça, vem sempre o colo!
  • trocânter maior e trocânter menor do fêmur: importantes para inserção de músculos. Repare que, analogamente ao úmero, o fêmur tem uma cabeça e um colo, e esses trocanters seriam o equivalente à tuberosidade maior e menor do úmero, mas como são tuberosidades muiiiito maiores, elas são chamadas de trocânter.
  • linha intetrocantérica: fica entre os trocanters e também a crista intetrocantérica;

Diáfise

  • linha áspera: se trifurca em linha glútea, linha pectínea e linha espiral. É um dos principais locais de fixação muscular da coxa;

Epífise Distal

  • face patelar: articulação com a patela;
  • os côndilos articulam – se com a tíbia e anteriormente com a patela;
  •  epicôndilo lateral: faceta superior é origem da cabeça lateral do músculo gastrocnemio e a faceta inferior é a origem do músculo poplíteo; ainda há também o epicôndilo medial;
Observações Clínicas
  • fraturas no colo do fêmur podem necrosar a cabeça do fêmur, ou se for uma fratura intertrocantérica ela pode ser consertada só colocando pinos e placa. Pode ser que a diáfise do fêmur seja fraturada também, mas pra isso precisa de muita energia. Por causa disso, esse tipo de fratura também lesiona os tecidos moles ao redor do fêmur.

Patela

Patela

  • é o maior osso sesamoide;
  • a patela diminui a tensão necessária para a extensão da perna, funciona como uma roldana. Sem a patela, deveria ser necessário fazer muito mais força. Os ossos sesamoides geralmente tem essa função.
  • ápice: fixação do ligamento da patela (patela à tíbia)
  • base: inserção do músculo quadríceps femoral

Perna

Tíbia

Tíbia

  • única que se articula com o fêmur na articulação do joelho é a tíbia;
  • extremidade proximal é expendida no plano transversal para o suporte de peso e consiste de um côndilo medial e outro côndilo lateral;

Epífise Proximal

  • côndilo medial e lateral: já explicados! e entre eles, fica a eminência intercondilar;
  • tuberosidade da tíbia: inserção do ligamento patelar;
  • fóvea fibular: articulação com a fíbula;

Diáfise

  • linha do músculo sóleo; (dispensa comentários)

Epífise Distal

  • maléolo medial: tomar cuidado que a fíbula vai ter um maléolo também, mas vai ser lateral!
  • fossa para o tálus: local para articulação com o tálus;
  • incisura fibular: articulação com a fíbula;

Fíbula (antigo Perônio)

Fíbula

  • é um osso que não suporta peso, diferente da tíbia;
  • é facilmente quebrado! em um trauma em que a tíbia e a fíbula são fraturadas, a atenção principal é dada à tíbia, podendo a fíbula até ficar fraturada sem causar grandes danos;

Epífise Proximal

  • cabeça da fíbula;
  • face articular para a tíbia: articulação com o côndilo lateral da tíbia;

Diáfise

  • crista interóssea;

Epífise Distal

  • maléolo lateral: super comum de ser fraturado quando a pessoa inverte o pé (tipo a mulher quando tá andando de salto e tropeça);
  • face articular para o tálus: lugar de articulação com o tálus

Observações Clínicas

  • o nervo fibular comum ramo do nervo isquiático curva – se lateralmente ao redor do colo da fíbula quando passa da fossa poplítea para a perna. O nervo pode ser rolado de encontro ao osso na região imediatamente distal à inserção do músculo bíceps femoral na cabeça da fíbula. Neste local, o nervo pode ser danificado por lesões de impacto, fraturas do osso ou aparelhos de gesso que são colocados em posição muito alta.

Pé e Calcanhar

Ossos do Pé

  • os ossos do pé não são organizados em um único plano, de modo que eles se posicionem de maneira uniforme no chão. Em vez disto, os ossos metatarsais e tarsais formam os arcos longitudinal e transverso;

Ossos do Tarso

  • Fileira proximal: calcâneo (maior dos ossos tarsais, forma a estrutura óssea do calcanhar; o tendão do calcâneo é o conhecido “tendão de Aquiles”, outra coisa importante é o sustentáculo do tálus, que é uma prateleira óssea que se projeta medialmente e suporta a parte mais posterior da cabeça do tálus) e o tálus (osso mais superior do pé, é suportado pelo calcâneo. Se articula com a tíbia e a fíbula, e forma a articulação talocrural);
  • Fileira distal: cuboide, navicular, cuneiforme (lateral, intermédio e medial)

Ossos do Metatarso

  • 5 ossos do metatarso numerados de I a V no sentido medial para lateral;
  • são os dedos do pé;
  • atenção: o dedão do pé se chama hálux!

Falanges

  • com exceção do hálux, todos os dedos do pé apresentam 3 falanges: a distal, a medial e a proximal. O hálux tem só a distal e proximal;

Observações Clínicas

  •  o tálus é um osso incomum, pois se ossifica a partir de um único centro primário de ossificação, que inicialmente aparece no colo, a face posterior do talus parece se ossificar por último, normalmente na puberdade. Um dos problemas com as fraturas do tálus é que o suprimento sanguíneo para o osso é vulnerável a danos. As fraturas do colo do talus geralmente interrompem o suprimenro sanguíneo para o talus, tornando o corpo e a face posterior do talus susceptíveis à osteonecrose, que por sua vez pode levar a uma osteoartrite prematura e necessitar de extensa cirurgia.
Referências
DRAKE, R. et alli; (2005). p. 512 a 562. Gray's Anatomia para Estudantes. 3a tiragem.

Osteologia: Esqueleto Apendicular – Cíngulo do Membro Superior e Membros Superiores

Definição e Pontos Importantes

O cíngulo do membro superior é compostos pela clavícula e escápula (antes chamada de omoplata). Ele é importante, pois é a conexão do esqueleto axial com o apendicular superior. Já os membros superiores são compostos pelo úmero, rádio, ulna, ossos do carpo, ossos do metacarpo e pelas falanges.

Ainda tem outra classificação, através de segmentos. Assim, o primeiro segmento seria a cintura escapular, o segundo o braço, o terceiro o antebraço, e o quarto e último, a mão.

Uma importante diferença do esqueleto axial e do apendicular, é que os ossos do esqueleto axial são predominantemente planos e irregulares, e isso auxilia para a sua função de estabilidade e proteção. Já os ossos do esqueleto apendicular são predominantemente longos, e isso é coerente com sua principal função de movimentos de grande amplitudes.

Para exemplificar os movimentos do membro superior, citemos: o braço pode se movimentar fazendo os seguintes movimentos: flexão, extensão, abdução, adução, rotação medial (rotação interna), rotação lateral (rotação externa) e circundução, tudo isso por causa da articulação do ombro (glenoumeral).

Cíngulo dos Membros Superiores

Clavícula

Clavícula

  • A clavícula é o osso que liga propriamente o esqueleto axial ao apendicular, já que ela se articula com o esterno e com o acrômio; daí que ela tem duas faces: face articular esternal e face articular acromial;
  • presença do sulco do músculo subclávio;
  • a parte medial da clavícula é côncava, e a lateral é convexa;
  • superfície superior é mais lisa do que a inferior;
  • tubérculo conoide e linha trapezoidea: inserção do importante ligamento coracoclavicular;
  • é um osso muito sujeito à fraturas;
  • a punção da veia subclávia é feita localizando o terço médio da clavícula;

Escápula (omoplata)

Escápula

Vista Anterior

  • fossa subescapular: presença de impressões costais;
  • processo coracoide: tem esse nome porque, de acordo com o anatomista que o nomeou, ele se parece com um corvo;
  • temos ainda outros acidentes: margem medial, margem superior, margem lateral e ângulo inferior;
Visão Lateral
  •  cavidade glenoidal: pouco profunda; isso é importante, porque a cabeça do úmero fica mais “livre”, já que ela não fica enclausurada em algum tipo de fossa ou buraco; Essa liberdade é um dos fatores para que a o ombro tenha tanta mobilidade;
  •   tubérculo infraglenoidal: local de inserção para a cabeça longa do músculo tríceps braquial;
  •  tubérculo supraglenoidal: local de inserção da cabeça longa do músculo bíceps braquial;
  • acrômio: se articula com a clavícula

Vista Posterior

  • espinha da escápula: é possível a observarmos nas costas!
  • para fixação dos músculos temos a fossa infra – espinal e fossa supra – espinal; outro acidente importante da escápula é a incisura maior da escápula;
Além disso, ainda na escápula:
  •  face costal e suas margens permitem as inserções musculares e, junto com seu músculo, o subescapular, movem – se livremente sobre a parede torácica adjacente;
  •  a espinha e o acrômio podem ser facilmente palpáveis em um paciente, assim como o ápice do processo coracoide, o ângulo inferior e a maior parte da margem medial da escápula;
  • Agora, antes de falarmos dos membros superiores, é importante apenas citarmos uma região de transição importantíssima entre o esqueleto axial e o membro superior: a axila. Todas as grandes estruturas, que atravessam o pescoço e o braço, passam através dela. As regiões de transição de uma parte do membro a outra como axila, fossa cubital e túnel do carpo são regiões em que importantes estruturas passam para chegar ao membro. Maiores detalhes sobre essas outras regiões no decorrer desse post.

Membros Superiores

Braço: Úmero


Epífise Proximal

  • cabeça do úmero: articulação com a cavidade glenoide;
  • colo anatômico do úmero: sempre depois da cabeça, vem um colo!
  • colo cirúrgico: como se tivesse uma linha imaginária formando um outro colo, ele é chamado assim, pois nessa região é onde ocorre o maior número de fraturas no úmero. Essa região é a mais suscetível à fratura, pois é a mais fraca. O nervo axilar e a artéria circunflexa posterior do úmero podem ser fraturados nesta região, mas isso é raro. O colo anatômico não é tão suscetível assim à fraturas, porque a fratura teria que atravessar a região mais espessa do úmero! Antes de realizar a redução óssea, é necessário que o nervo axilar seja antes testado para ver se não teve lesão, só assim para o paciente não apresentar posteriormente algum déficit neurológico;
  • sulco intertubercular: sulco entre os dois tubérculos; O tendão da cabeça longa do bíceps braquial passa através deste sulco. Espessamentos nas margens lateral e medial do assoalho do sulco intertubercular são locais de inserção do peitoral maior, redondo maior e latíssimo do dorso, respectivamente;
  • tubérculo maior e menor: servem para a inserção dos quatro músculos do manguito rotador da articulação do ombro; No tubérculo maior inserem – se três tendões musculares (músculo supra – espinal, infra – espinal e o redondo menor), já no menor insere – se o músculo subescapular;

Diáfise

  • tuberosidade deltoidea: tuberosidade para o músculo deltoide se inserir;
  • sulco do nervo radial: recuso – me a explicar o que é;

Epífise distal

  • Tróclea: articula – se com a ulna. Tem a forma de uma roldana. É visível na parte posterior do osso.
  •  epicôndilo medial: o nervo ulnar passa pelo braço seguindo para o antebraço ao redor da face posterior do epicôndilo medial e pode ser palpado neste local do osso.
  • fossas radial, coronoidea (recebe o processo coronoide da ulna) e do olécrano (recebe o olécrano da ulna): acomodam projeções dos ossos do antebraço durante os movimentos da articulação do cotovelo.

Observações

  • Três nervos estão relacionados ao úmero. A fratura desse osso pode danificar um dos três nervos: nervo axilar (inerva o músculo deltoide, e passa ao redor da parte posterior da região superior do úmero – colo cirúrgico), nervo radial (inerva todos os músculos extensores do membro superior, passa no sulco radial), nervo ulnar (passa posteriormente ao epicôndilo medial – é esse nervo que, quando a gente bate o cotovelo em alguma superfície, nós sentimos um choquinho que incomoda!)
  • na face medial do osso há um espessamento vertical para a inserção do músculo coracobraquial.
  • Antes de começarmos a falar do antebraço, uma pequena observação sobre o cotovelo (maiores detalhes, ver o resumo sobre ligamento e articulações): a articulação do cotovelo permite a flexão e extensão do antebraço. A pronação só pode ocorrer no antebraço, e ela ocorre com a sobreposição do rádio sob a ulna. Outra coisa importante é a chamada fossa cubital, é a região em que a gente usa pra doar sangue! É através dela que passa a artéria braquial (maior artéria) e também o nervo mediano.
Observações Clínicas
  • epicondilite: comum em jogadores de tênis e golfe, por usarem muito os músculos flexores e extensores do antebraço. A dor fica tipicamente na região dos epicôndilos e melhora com o reposo. Às vezes pode ser necessário uma cirurgia. Jogadores de tênis – epicôndilo lateral, jogadores de golfe – epicôndilo medial.
  • artrite do cotovelo: o cotovelo artrítico pode sofrer processo degenerativo e os pequenos fragmentos ósseos aparecem na cavidade articular. Esses fragmentos podem resultar em apreciável redução da flexão e extensão, alojando – se nas fossas do olécrano e coronoidea.
  • fratura supracondilar do úmero: fratura na epífise da parte distal do úmero, a cima do nível dos epicôndilos. Os fragmentos são tracionados pelo tríceps. Isso estira a artéria braquial sobre o fragmento proximal e irregular da fratura. Em crianças, os músculos do compartimento anterior do antebraço tornam – se isquêmicos e sofrem contraturas severas. (contratura isquêmica de Volkmann). É interessante observar que nós restringimos o grupo para as crianças. O motivo disso é que, na anatomia da criança, as epífises não são tão desenvolvidas assim, e esses músculos não tem a inserção definida e ficam logo sobre a braquial. Logo, quando acontece essa fratura, eles comprimem a artéria, causando a isquemia.

Antebraço

Rádio e Ulna

Um ponto importante a ser observado nos ossos do antebraço, é que enquanto um tem uma parte proximal bem incorporada (que é o caso da ulna), a parte proximal do rádio é bem pequena, quando comparada. E o inverso ocorre na parte distal. Essa inversão é importante para a estabilidade do antebraço. Embora eles sejam ossos distintos, eles atuam como se fosse um osso só! Entre eles fica uma membrana chamada de membrana interóssea, que atua como uma articulação.

Rádio

Epífise proximal

  • cabeça do rádio: ela é circular, por causa do movimento de supinação e pronação e da articulação que ele faz com o capítulo do úmero;
  • colo do rádio: porque sempre depois da cabeça, vem o colo;
  • tuberosidade radial: tuberosidade para a inserção do tendão do bíceps;

Diáfise

  • três bordas e três faces;

Epífise distal

  • incisura ulnar: articulação com a ulna;
  • processo estiloide: projeção cônica;

Observação Clínica:

  • queda com a mão estendida resulta em uma fratura típica que é a fratura na cabeça do rádio: na queda, a força é transmitida pra cabeça do rádio, que acaba quebrando. Às vezes é necessário uma reconstrução cirúrgica, e essa fratura ainda pode comprometer totalmente a extensão completa do membro. Na radiografia lateral, aparece o sinal do coxim adiposo. Encontrar isso na radiografia é importante, porque nem sempre a fratura é visível na radiografia. Quando não é visível, mas o paciente apresenta uma história clínica apropriada, aumento da sensibilidade ao redor da cabeça do rádio e o sinal do coxim positivo, então pode começar o tratamento, mesmo que na radiografia não apareça a fratura.
  • quando os pais tentam subir a criança na calçada puxando ela pelos braços, pode deixar elas com o cotovelo distendido. A cabeça do rádio dela ainda não tá desenvolvida, daí o ligamento anular do rádio é frouxo e permite que a cabeça do rádio subluxe da sua bainha de tecido. Ela é facilmente tratada, é só fazer supinação e compressão da articulação do cotovelo. Quando a cabeça do rádio é realocada, a dor passa na hora!
Outras Observações
  • as articulações proximal e distal entre o rádio e a ulna permitem que a parte distal do rádio mude de posição sobre a parte adjacente da ulna, resultando na pronação e na supinação da mão;
  • músculos anteriores do antebraço = pronação da mão. Músculos posteriores do antebraço = supinação da mão;

Ulna

Epífise proximal

  • olécrano: é a eminência que forma a ponta do cotovelo!
  • incisura troclear: serve para articulação com a tróclea do úmero;
  • incisura radial: articula – se com o rádio; inferiormente à incisura radial, situa – se a fossa que permite que a tuberosidade do rádio mude de posição durante a pronação e a supinação
  • outros dois pontos importantes: tuberosidade ulnar (inserção do músculo braquial) e processo coronoide;

Diáfise

  • três bordas e três faces;
  • rugosidade na face superior para a inserção do músculo tríceps braquial.

Epífise distal

  • cabeça da ulna e processo estiloide (esse processo é medial e saliente, e não é articular);

Observações clínicas:

  • é comum que as artérias radial e ulnar sejam seccionadas em acidentes como quebrar o vidro com o braço, pq elas são relativamente subcutâneas. O cirurgião pode, muitas vezes, facilmente consertar isso.
  •  três lesões clássicas no rádio e na ulna: Fratura de Monteggia (fratura no terço proximal da ulna e luxação anterior da cabeça do rádio no cotovelo), Fratura de Galeazzi (fratura do terço distal do rádio associada à subluxação – luxação parcial – da cabeça da ulna – epífise distal – na articulação radiocarpal – do punho – ). Fratura de Colles (é a fratura e a luxação posterior da epífise distal do rádio). Quando tem uma fratura do rádio ou da ulna, tem que tirar uma radiografia do cotovelo e do punho também pra excluir luxações.

Mão e Punho

Entre o antebraço e a mão, vem a articulação radiocarpal. Ela permite que a mão seja abduzida, aduzida, fletida, estendida e pode fazer circundução.

A mão é um instrumento de sensibilidade. Por isso, nos coxins palmares dos dedos têm uma quantidade absurda de receptores sensoriais somáticos. A proporção em relação a outros locais da pele é muitoooo maior.

Assim como já falamos da importância por serem regiões de transição: axila, fossa cubital, finalmente falta falarmos do túnel do carpo.

Túnel do Carpo

O nervo mediano e todos os tendões flexores longos que passam do antebraço para os dedos o fazem através do túnel do carpo. Na verdade, tudo distalmente passa pelo túnel do carpo, menos a artéria radial que passa dorsalmente.

Ossos da Mão (ossos do carpo, metacarpo e falanges)

Ossos do Carpo

  • os ossos do carpo são importantes, porque para ter os movimentos é necessário que tenha um “ponto morto”, que é feito pelos ossos do carpo. Não daria pra ligar o rádio/ulna direto com os dedos, daí a necessidade dos ossos carpais.
  • fileira proximal (de lateral pra medial): semilunar, escafoide, piramidal e pisiforme (osso sesamoide que se articula com a superfície anterior do piramidal);
  • fileira distal (de lateral pra medial): trapézio, trapezoide, capitato e hamato (onde fica o hâmulo do Amato).
  • depois vem os metacarpais de I a V;
  • depois vem as falanges. Tem três falanges em cada dedo, sendo uma proximal, média e distal, menos o polegar que tem só duas falanges (a proximal e a distal).

Observação clínica:

  • a lesão carpal mais comum é a fratura do osso escafoide. É incomum ocorrerem outras lesões;
    Referências
    DRAKE, R. et alli; (2005). p. 623 a 710. Gray's Anatomia para Estudantes. 3a tiragem.

Osteologia: Esqueleto Axial – Tórax

Definição e Observação

A parte do esqueleto axial que forma a região chamada de tórax é formada pelas vértebras torácicas, costelas e pelo esterno. Sim, apenas eles! As vértebras torácicas já foram discutidas no resumo da Coluna Vertebral.

Costelas

Costelas

  • a costela se articula com o esterno por meio da cartilagem intercostal;
  • há no total 7 pares de costelas verdadeiras (que se inserem no esterno). Da oitava costela até a décima, nós chamamos de costelas falsas, porque a cartilagem intercostal não se insere no esterno, mas ela se liga à cartilagem intercostal da costela de cima! O décimo primeiro par e o décimo segundo par das costelas são chamadas de falsas costelas, porque não tem conexão nem com o esterno e nem com as costelas superiores.

Costelas Flutuantes, Falsas e Verdadeiras

  • a extremidade anterior da costela se articula com o esterno, e a posterior com a coluna vertebral;
  • “A cabeça da costela é um tanto expandida e tipicamente apresenta duas faces articulares separadas por uma crista. A face superior menor articula – se com a fóvea costal inferior no corpo da vértebra acima, enquanto a fóvea inferior maior articula – se com a fóvea costal superior de sua própria vértebra” (Gray’s Anatomia para Estudantes; p. 121);
  • Outros acidentes anatômicos importantes desse osso são: colo da costela, tubérculo da costela (tem uma parte articular – articula com a fóvea costal correspondente no processo transverso da vértebra associada – e tem uma parte não – articular – é áspera por causa de fixações de ligamentos). Tem ainda o ângulo da costela e o sulco da costela.
  • OBS: a primeira costela, a partir de sua articulação com a vértebra TI, ela se inclina inferiormente até sua fixação ao manúbrio do esterno. Ela possui apenas uma superfície articular, pois a cabeça articula – se com o corpo da vértebra. Essa costela tem o tubérculo do músculo escaleno maior. O sulco anterior é causado pela veia subclávia e o sulco posterior é causado pela artéria subclávia.
  • Um ponto clínico interessante das costelas é que elas podem ser vítimas de fratura durante o processo de RCP (ressuscitação cardiopulmonar);

Esterno

Esterno

  • no manúbrio do esterno, tem a incisura jugular que é facilmente palpável. De cada lado dessa incisura, tem uma grande fossa oval para articulação com a clavícula (incisura clavicular). Ainda no manúbrio, temos também a incisura costal I para articulação com a primeira costela. A incisura costal II fica “dividida” entre o manúbrio e o corpo do esterno.
  • O corpo do esterno é onde ficam as incisuras costais II até a VII (que fica dividida entre o corpo do esterno e o processo xifoide). Tem no corpo do esterno as cristas transversais.
  • O processo xifoide é a menor parte do esterno. Nele fica um pedacinho da incisura costal VII.
Referências
DRAKE, R. et alli; (2005). p. 120 a 123. Gray's Anatomia para Estudantes. 3a tiragem.

 

Osteologia: Esqueleto Axial – Coluna vertebral

Definições e Observações

A coluna vertebral é composta por 7 vértebras cervicais, 12 vértebras torácicas, 5 vértebras lombares, 5 vértebras sacrais e 4 (podem variar) vértebras coccígeas. A principal função da coluna vertebral é a proteção da medula espinal, permitir a posição bípede e dar sustentação ao corpo.

Existe um modelo típico de vértebra, mas também cada tipo de vértebra tem sua especificidade. Há ainda as vértebras de transição que, embora apresentem as características das vértebras do grupo que pertence, elas começam a se aparentar com o próximo grupo de vértebra que virá.

É também muito importante citar sobre os discos intervertebrais, os quais localizam – se entre as vértebras (menos entre C1 e C2 que num tem esses discos). A principal função deles é amortecer o impacto entre uma vértebra e outra. No resumo de articulações e ligamentos, os discos intervertebrais serão melhores estudados.

A conformação normal da coluna vertebral é essa:

Coluna Vertebral

Repare que na vista lateral, percebemos que a região cervical apresenta uma curvatura lordose, na torácica uma curvatura de cifose e a lombar de lordose de novo. A lordose é uma curvatura secundária que adquirimos conforme começamos a andar, já a cifose é uma curvatura primária (embrionária). A patologia associada a essas curvaturas é quando elas estão muito acentuadas, daí surgem a hiperlordose e a hipercifose. A hiperlordose ocorre muito em gestantes no final da gestação e em muitos obesos. Já a hipercifose é reflexo da pessoa corcunda.

Quando o neném nasce, ele apresenta apenas curvatura de cifose. Conforme ele vai envelhecendo, a primeira curvatura secundária que aparece é a cervical (lordose), ela já existe no feto, mas vai se acentuando ao redor dos 3 ou 4 meses. Já a lordose lombar aparece ao redor dos nove ao décimo mês.

Outra curvatura na coluna, mas nesse caso é patológica, é a escoliose.  A coluna fica parecendo um S.

Curvaturas da Coluna

Vértebra Típica

Vértebra Típica

Os componentes presentes em uma vértebra típica são:

  • corpo vertebral: parte de sustentação de peso da vértebra e está ligado a corpos vertebrais adjacentes por discos intervertebrais e ligamentos. O tamanho do corpo vertebral aumenta inferiormente (porque o peso a ser sustentado aumenta).
  • forame vertebral: em conjunto, formam o canal vertebral (contem e protege a medula espinal).
  •  arco vertebral: composto por dois pedículos (pilares ósseos que fixam o arco vertebral ao corpo vertebral) e por duas lâminas (camadas plantas de osso que se estendem de cada pedículo para se encontrarem na linha média e formarem o teto do arco vertebral.
  •  processo espinhoso: local para fixação de músculos e ligamentos
  •  processo transverso: local para articulação com as costelas na região torácica.
  •  processos articulares superior e inferior: se articulam com os processos articulares inferior e superior, respectivamente, das vértebras adjacentes.
  • os forames intervertebrais são as aberturas formadas pela articulação de duas incisuras vertebrais e eles permitem que estruturas como nervos e vasos sanguíneos entrem e saiam do canal vertebral.

Vértebras Cervicais

vértebra cervical típica

Vértebra Cervical Típica

Primeiro, vamos falar das vértebras cervicais em geral, e depois partimos para as duas exceções importantes: áxis e atlas.

  • corpo vertebral curto em altura e formato quadrado;
  • o tamanho pequeno dessas vértebras é pra possibilitar que movimentos finos possam ser realizados;
  • processo espinhoso curto e bífido; Os processos espinhosos das vértebras cervicais são finos, porque tem os ligamentos nucais, que servem como ponto de ancoramento de músculos para que eles se ancorem bem na região da linha média, daí num precisa de processo espinhoso grande. Isto é, os músculos da região cervical são tão fortes que eles suplementam a falta do processo espinhoso grande!
  • processo transverso furado por um forame transversário redondo;
  • forame vertebral tem formato triangular;

As duas primeiras vértebras cervicais são exceções entre as vértebras. A primeira vértebra é a chamada Atlas (tem esse nome em homenagem ao deus Atlas que segurava o mundo, nesse caso, o mundo seria o crânio). E a segunda vértebras é o áxis. Ambas são responsáveis pelo movimento da cabeça! Esse movimento só é possível pela conformação dessas duas vértebras.

Atlas e Áxis

Atlas

  • não possui corpo vertebral!!!
  • presença de duas massas laterais que se conectam pelo arco posterior e pelo arco anterior. Superiormente, cada uma dessas massas laterais se articula com o crânio (côndilo occipital), e inferiormente elas se articulam com o processo articular superior do áxis.
  • a articulação entre o atlas e o côndilo occipital é chamada de atlantooccipital, e ela é a responsável pelo movimento de “sim” com a cabeça!
  • a superfície posterior do arco anterior tem uma fóvea articular para o dente do áxis.

Áxis

  •  o dente do áxis atua como pivô que permite que o atlas e a cabeça fixada rodem sobre o áxis, no sentido lateral, ou seja, permitindo o movimento de “não” com a cabeça;
  • As duas superfícies supero-laterais do dente possuem impressões circulares que servem como pontos de fixação para os fortes ligamentos alares, que ligam o dente às superfícies mediais dos côndilos occipitais. Estes ligamentos alares limitam a rotação excessiva da cabeça e do atlas em relação ao áxis (ou seja, impede que a gente consiga rodar a cabeça que nem a menina do Exorcista!)

  • o dente do áxis é mantido na posição pelo forte ligamento transverso do atlas;

Vértebras Torácicas

Vértebra Torácica

Vértebra Torácica

  • caracterizadas pela articulação com as costelas;
  • corpo vertebral em forma de coração;
  • cada processo transverso também tem uma fóvea (fóvea costal do processo transverso) para articulação com o tuberculo de sua própria costela;
  • duas fóveas parciais (fóvea costal superior e inferior) que articulam com a cabeça de sua própria costela e com a cabeça da costela debaixo;
  • processo espinhoso é meio “caído”, verticalizado;

Vértebras Lombares

Vértebra Lombar

  • conhecidas pelo seu grande tamanho;
  • corpo vertebral em formato riniforme (formato de rim);
  • o processo espinhoso da vértebra lombar é mais grosso, porque serve para o ancoramento da musculatura lombar, que sustenta o peso do corpo. Sem esses processos, o corpo não conseguiria ficar ereto. Os músculos dessa região também têm que ser fortes para deixarem a espinha ereta!
  • presença do processo mamilar;
  • OBS: os espaços entre lâminas e processos espinhosos adjacentes tornam – se cada vez mais largos a partir da vértebra L1 até a vértebra L5, e são ainda maiores quando ocorre a flexão da coluna vertebral. Estes espaços permitem acesso relativamente fácil ao canal vertebral para procedimentos clínicos, tais como a punção lombar:

Punção Lombar

Essa punção serve para conseguirmos uma amostra do líquido cerebrospinal para  finalidades de diagnósticos. Saber a anatomia nesse procedimento é essencial para que ele seja bem feito e sem riscos.

Vértebras Sacrais

Sacro e sua Posição na Pelve

  • as vértebras sacrais são fundidas em um único osso, formando o sacro, o qual se articula com a pelve;
  • a fusão das vértebras sacrais ocorreu, porque o sacro não precisa ter movimento, aliás, ele não pode ter movimento, pois ele se articula com a estável pelve, cujo movimento é bastante limitado. Totalmente diferente da coluna vertebral, que é extremamente móvel e instável.
  • os forames sacrais servem para a passagem dos nervos espinais S1 a S4;
  • outros acidentes anatômicos: face auricular (articulação com o osso do quadril), canal sacral, tuberosidade sacral, crista sacral lateral, intermédia e medial, hiato sacral e corno sacral, superfície articular lombossacral, promontório, ápice e base sacral.

Vértebras Coccígeas

  • 4 vértebras fundidas (pode variar) formam o cóccix. É um resquício embrionário, se fôssemos cachorrinhos, o cóccix formaria nosso rabo, mas num é o caso. Nada mais de importante sobre ele.
Clínica

Espinha bífida: dois lados dos arcos vertebrais, geralmente nas vértebras inferiores, deixam de se fundir durante o desenvolvimento, resultando em um canal vertebral aberto.

Espinha Bífida

Referências
DRAKE, R. et alli; (2005). p. 26 a 38. Gray's Anatomia para Estudantes. 3a tiragem.